“O Yoga é Dança da Vida dentro de nós mesmos”

.:. Yoga como Arte Sagrada .:.



Recentemente ouvi uma yogini de 93 anos dizer que “O Yoga é a dança da vida dentro de nós mesmos” e entre tantas interpretações de “o que é Yoga”, esta visão me tocou profundamente.  Sabemos que o Yoga é um caminho de Vida, onde os aprendizados são constantes e que na verdade, somos sempre iniciantes, com muito a caminhar e descobrir.

Podemos entrar em uma sala de aulas, seja qual for a linhagem ou estilo, e sempre aprender um olhar novo e pontos em comum entre tradições que focam em aspectos diferentes desta ciência viva.

Na música, nas artes visuais, na dança e outras formas de expressão criativa, vemos e saboreamos cada vez mais a beleza da colaboração entre diferentes tradições, somando e abrindo novas sinergias. No simples ato de escutar uma música ou dançar, participamos de novos caminhos de integração entre culturas e etnias, muito além do que poderíamos imaginar há alguns poucos anos.

O Hatha Yoga é o pilar à partir do qual tantas linhagens contemporâneas foram criadas tanto na Índia como no Ocidente. Porém hoje acontece no Yoga algo muito bonito aqui mesmo no Ocidente. Assim como na música e outas artes, muitos yogis e yoginis acabam se aprofundando em diferentes linhagens do Yoga e torna-se natural que encontrem pontos em comum entre elas, sendo que uma técnica pode complementar a outra harmonicamente, pois, como tudo, o Yoga também é uma ciência e arte sagrada, orgânica e em evolução.

Isso acontece por exemplo no encontro do Vinyasa flow Yoga e do Kundalini Yoga, que têm em comum (entre outras coisas), a respiração e o som como forças catalizadoras para uma experiência de profunda cura, abertura de fluxo de Prana e despertar da energia criativa verdadeira, ou Kundalini Shakti.

Quando se encontram em uma mesma prática, as técnicas do Vinyasa flow Yoga abrem um fluxo mais pleno na respiração e à partir daí, espaço para equilíbrio entre força e leveza, alinhamento e fluidez, repouso e movimento, dando ao corpo condições internas para vibrar nas freqüências mais sutis dos mantras do Kundalini Yoga.

Ambas vertentes expressam uma sinergia maravilhosa entre força criativa e devoção, Shakti e Bhakti.

Shakti é a força manifestadora que dá ao praticante condições internas para aplicar os insights (visão interna) da prática no seu dia-a-dia, e o Bhakti é o estado de maravilhamento (ou devoção) através do qual estes insights acontecem. o Bhakti é muito mais do que a devoção a um arquétipo ou a um Deus, mas sim a descoberta do sagrado em si mesmo e em toda a Existência enquanto experiência vivida e não como um conceito interessante, porém meramente intelectual.

Quando a prática do Yoga possibilita esta experiência, acontece a natural plenitude, aquela que nos impulsiona a vivermos nossos dons e compartilharmos aquilo que cria luz, harmonia e felicidade à nossa volta, pois esta plenitude nada mais é do que a energia da Kundalini Shakti que está fazendo sua arte através de nós, se expressando no alinhamento da alma individual (JivAtma) com a Consciência Criativa Suprema ou Alma Universal (ParamAtma).

 

Esta publicação foi postada por parmatmacris.

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